Instrumento cirúrgico raramente para de funcionar de uma vez. Ele perde desempenho aos poucos, e a equipe se adapta sem perceber. Estes são os sinais mais comuns de que uma peça deve sair de circulação e passar por avaliação.
Tesoura que mastiga em vez de cortar
Se a tesoura dobra o tecido ou o fio em vez de cortar limpo, o corte se foi. Insistir aumenta o trauma e o desgaste da própria peça. É o caso típico de afiação.
Pontas desalinhadas
Pontas de pinças que não se encontram, ou que cruzam ao fechar, comprometem a preensão. O desalinhamento costuma vir de quedas ou do uso fora da função. Em geral, tem recuperação.
Cremalheira que não trava — ou trava demais
A cremalheira deve travar firme e soltar sem esforço. Se escapa sozinha, prende com folga ou exige força para abrir, a peça precisa de ajuste.
Articulação dura ou frouxa
Articulação que range, emperra ou ficou frouxa indica desgaste ou sujeira acumulada no eixo. A limpeza e a lubrificação corretas ajudam; quando não resolvem, é hora de manutenção.
Porta-agulha que deixa a agulha girar
Quando a agulha gira na ponta do porta-agulha, as mordentes estão gastas. Dependendo da peça, a solução é reparo ou substituição de partes.
Manchas e pontos de ferrugem
Manchas que não saem na limpeza e pontos de corrosão comprometem a superfície do aço. O polimento devolve o acabamento quando o dano é superficial.
Trincas e peças empenadas
Trinca, empeno ou parte faltando são motivo para retirar a peça de uso imediatamente. Na avaliação, o laudo indica se o reparo é viável.
Como funciona a manutenção na FATO
- Envio: por correio ou transportadora, ou com coleta combinada.
- Laudo: cada peça é avaliada na oficina e você recebe o laudo com o orçamento.
- Serviço: com a sua aprovação, a oficina faz o que o laudo indicou.
- Retorno: o instrumental volta pronto para uso, no prazo informado no laudo.